O câncer ocupacional é resultado da exposição contínua a agentes carcinogênicos no local de trabalho e, por isso, é tema recorrente no dia a dia de profissionais de segurança do trabalho. O problema é tão frequente que já existem datas reservadas à sua conscientização e combate, como, por exemplo, o Dia Nacional de Luta Contra a Exposição ao Benzeno.

Além da radiação solar e do tabagismo, algumas substâncias também são consideradas cancerígenas, como:

  • Agrotóxicos
  • Amianto (ou abesto)
  • Sílica
  • Benzeno
  • Xileno
  • Tolueno

Entre os vários fatores de risco para o câncer ocupacional, dois são determinantes: o tempo de exposição e a dose diária absorvida. Logo, cabe ao empregador ponderar sobre cada atividade desenvolvida, considerando as possíveis ameaças, de forma que medidas preventivas de controle possam ser adotadas.

Como prevenir que meus funcionários sejam alvos do câncer ocupacional?

O primeiro passo é conhecer as principais causas e quais situações podem vir a ocasionar a doença e, então, criar processos de verificação de segurança para serem adotados na rotina da empresa. Dessa forma, não conformidades podem ser identificadas rapidamente e planos de ação podem ser criados para evitar riscos maiores.

Portanto, alguns pontos de atenção devem ser observados:

  1. Qualidade do ar: Se existir a possibilidade de algum componente tóxico se propagar pelo ar, é preciso pensar na instalação de filtros e sistemas de segurança para diminuir as chances de contaminação.
  2. Diminua o tempo de exposição: Entenda que seus trabalhadores estarão expostos a fatores de risco durante 8 horas por dia. Imagine o estrago que isso pode causar a longo prazo. É preciso diminuir o tempo de exposição de cada funcionário, estabelecer turnos ou revezamentos é uma boa solução.
  3. Informe os riscos: Seus colaboradores têm o direito de conhecer os riscos de sua atividade e os responsáveis têm o dever legal de informá-los. Funcionários cientes de possíveis perigos tendem a ser mais cuidadosos.
  4. Uso de EPI: O uso do EPI (equipamento de proteção individual) é de extrema importância na prevenção ao câncer ocupacional. É obrigação da empresa fornecer gratuitamente EPI adequado à cada função, em boas condições de uso e aprovado pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O funcionário, por sua vez, tem o dever de usá-lo sempre que necessário. Nesse caso, EPIs podem ser luvas para manuseio de produtos químicos, óculos e respiradores, por exemplo; para aqueles que lidam com incidência direta de luz solar, roupas que cubram o corpo, chapéus de abas largas e protetor solar.
  5. Trabalhar com a CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) ou o SESMT (Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho): Esses órgãos visam avaliar e diminuir os riscos de acidentes e doenças ocupacionais, auxiliando na manutenção da saúde do funcionário.
  6. Conhecer as normas regulamentadoras do Ministério do Trabalho, NR-6, 7 e 9: A primeira estabelece quais são os EPIs adequados para evitar contato da pele com substâncias perigosas. A segunda institui o Programa de Controle Médico Ocupacional. A terceira determina e controla os riscos, visa formas de proteção coletivas e estabelece medidas administrativas.

Muitos tópicos para não perder de vista, não é? Que tal usar um checklist inteligente para garantir que todos os processos estejam sendo executados corretamente, assim como avaliar se estão de acordo com normas e regulamentos da sua área. Podemos te ajudar nisso! Clique aqui para saber mais sobre o Moki.

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